O Melhor Mel do Mundo

Opening of the Beekeeping Season! Welcome bees.

 

As notícias do meio especializado dizem categóricas: as abelhas estão sumindo! Einstein até previu isso. Então, o mel e seus derivados encarecem e se qualificam cada vez mais — para manter as abelhas. Nas partes mais poluídas do globo, já são raras as abelhudas. Mas vamos falar sobre a prerrogativa elíptica do que vem acontecendo.

 

welcome bee

welcome bee

Está no estado de Santa Catarina a mais bem organizada rede de apicultura do Brasil. O mel pronto para campeonatos de degustação às cegas, para exportação e para se tornar a referência em termos de sabor e manuseio. Aqui está a bússula para todos os connaisseurs ou pretendentes na compra e consumo do alimento que é hoje um dos fetiches de consumo dominantes do mundo ocidental. Hoje transformou-se em commodity, estudado, apreciado e julgado tal como especiaria e não mais como remédio caseiro, tal qual era lembrado.

suor do sol

 

Noticio aqui a abertura da safra de verão do mel brasileiro.  A apicultura e seus afins trabalhadores, em Florianópolis, Santa Catarina, colaboram com a imprensa trazendo informações sobre esse universo, e por consequência nos trazem um fato raro de acontecer: a midiatização de uma cultura que não era popular e  massificada. E agora encontra ressonância na verve daqueles que estão ávidos por informação e produtos de qualidade. A cultura apícola traz a tona o interesse pela terra, pela fauna, pela flora, por tudo que nos constitui e sustenta. Quando falo em apicultura, falo no crescimeno das cidades, na poluição, no grau de escolaridade, no dinheiro, saúde e doença. Tudo tão relacionado e mega interligado.

 

Um grupo de apicultores uruguaios, a vinte anos instalados na ilha, é o responsável pela apicultura cerebral que provida de uma paciência titânica, tem feito surgir o supra-sumo do mel brasileiro. Foram os pioneiros na venda de polen e na distribuição de caixas de abelha pelas montanhas da ilha. São contrários a pasteurização e filtragem do mel para que o mesmo não perca valor microbiológico.Vocacionam princípios que estão bastante na moda: baixa tecnologia, volta à natureza, pequena escala, produção limitada; é uma exultante ideia de um equilibrio orgânico, natural, respeitador do meio ambiente. É um léxico que faz o ser pensante se sentir muito à vontade.

A produção é baixa e por isso a qualidade é a prioridade, as técnicas e estratégias de manuseio apícula também se diferem das que colocam grande parte do mel no mercado brasileiro. O ano se divide em duas safras, mas as abelhas são observadas integralmente num ritmo abnegado e meticuloso.

O mel, a propólis, a cera e o pólen das abelhas de Florianópolis são considerados produtos raros, low-tech, disputados no mercado internacional (o que até nos remete a produção de vinhos em garagistes na contra mão dos châteaux). Aqui, a apicultura tem status de viticultura, com diferenciação de terroirs, microclima e qualidade do ar.

Só mel feito na natureza peculiar da ilha, das suas montanhas ermas, poderia ser tão saboroso, porque é colhido para as papilas gustativas de turistas de passagem. É mel inigualável, amarelo esverdeado e cru, com um cheiro de ervas esmagadas, ou cheiro de trilha pelos matos de arbustos floridos da cadeia de montanhas que cerca as lagoas da ilha.

É possível que esses caras possam mudar o mundo com verdades tão inocentes?

Luana Schreiner

 

 

  Lugares diferentes na face da terra possuem eflúvios vitais diferentes, uma vibração diferente, uma exalação química diferente, uma polaridade diferente com estrelas diferentes: chame do que quiser. Mas o espírito do lugar é uma grande realidade. David Herbert Lawrence, Notthingham 1930.

beekeeper methaphorical

Remédio para crise de percepção

Aí esta o filme do Zeitgeist Movement, você precisa de 1h: 58min: 08 seg para assistir este documentário legendado em português e aúdio em inglês. É um documentário escrito e narrado por Peter Joseph.

O longa metragem, chamado Zeitgeist (o espírito da era) foi lançado em 2007 e até hoje faz enorme sucesso, então  foi criado um anexo, sua sequência, o Zeitgeist – Addendum, estreiado em 2008.   Ambos os filmes são disponibilizados gratuitamente no site oficial:

 http://www.zeitgeistmovie.com/

Ambos podem ser assistidos online, ou baixados via tecnologia torrent.

Os assuntos tratados nos filmes: é o sistema monetário atual, a escravidão do século XXI, e, principalmente a corrupção. O movimento explica o estruturalismo e lógica do capitalismo, socialismo e o fascismo.

Pela internet já existem diversos fóruns onde as pessoas  discutem e colaboram com pontos de vista criativos para uma possível nova civilização, e trocam experiências de participação nas intervenções e protestos do Zeitgeist pelo mundo todo. A agenda das manifestações públicas está no sítio do movimento na Web:

http://thezeitgeistmovement.com/

 

dissiminação dos projetos do movimento social pela Europa

dissiminação dos projetos do movimento social pela Europa

                                                                                      Um terceiro filme Zeitgeist III, vai estreiar em Outubro de 2010. Peter Joseph disse que o filme se focará no comportamento humano, tecnologia e racionalidade, e vai dar exemplos de como ocorrerá a mudança para uma nova configuração de sociedade.

Luana Schreiner

Criação de minhocas e escargot para consumo culinário

É para o mundo e pelo mundo o apelo à redução do consumo da carne de animais de médio e grande porte. Os malefícios ecológicos da criação de gado são incontáveis. A cultura de ingestão da carne vermelha está tão impregnada que é difícil para as pessoas entenderem o quanto está errado este consumo. Por este motivo trago uma compilação importante sobre substitutos à proteína animal que provém de bovinos, caprinos, suínos e aves. Sejam bem vindos a minhoca e o scargot.

1) Qual é a utilidade das minhocas?

Afofar a terra e atrair peixes para o anzol, você deve ter pensado. Certo. E errado também. Algumas, é verdade, são tão úteis ao solo que são chamadas de arado natural. Outras, contudo, têm feito um estrago medonho em florestas dos EUA, alimentando-se de folhas e húmus que protegem o solo. E os peixes – uma pesquisa da Universidade de Edimburgo, na Escócia, apontou – estão enfastiados com as minhocas. Elas aparecem lá embaixo na preferência dos peixes, atrás das salsichas, do coração de frango e das iscas artificiais.
Desde que as minhocas – esses vermes anelídeos, de corpo segmentado, parentes da sanguessuga – deram sinal de vida na face da Terra, cerca de 500 milhões de anos atrás, elas têm tido quase tantas utilidades quanto o número de suas espécies: são cerca de 4 500 classificadas até agora. As minhocas variam muito de tamanho. A minhoca da espécie Lumbricus terrestris, oriunda da Europa, é capaz de fazer furos em concreto, o que provoca estragos em barragens e diques.

Com minhoca se fabricam cosméticos e até drogas para a cura do câncer. E, para os menos enojados, elas têm comparecido em cardápios da China ao Pará, passando pela França. “Uma receita à base de minhoca foi vencedora num concurso de culinária em Lyon, cujo tema era o de achar formas criativas de substituir a carne de gado”, diz Maria Isabel Levit, criadora de minhocas em São Roque, interior de São Paulo. A minhoca vermelha da Califórnia e a gigante africana são as mais saborosas.

2) Onde é comum comer minhocas?

Na China e em Taiwan, a sopa de minhocas é servida tanto em feirinhas populares quanto em restaurantes sofisticados. Tribos da Amazônia ainda hoje preparam minhocas. Na Califórnia, um concurso anual de receitas com o anelídeo é promovido por minhocultores. Qual o gosto da minhoca? “É meio adocicado, levemente terroso”, diz Clive Edwards, especialista em minhocas da Universidade de Ohio, EUA.

3) Criar minhoca é fácil, com lixo orgânico, ou até mesmo com papel. Mas e o scargot? Como é feita a criação?

Helicicultura é o termo zootécnico utilizado no Brasil e corresponde à criação de moluscos exóticos europeus Helix spp., principalmente a espécie Cornu aspersa, praticada tanto em confinamento ao ar livre (sistema tradicional de parques helicicultores) ou por verticalização em prateleiras com caixas plásticas ou madeira. No território brasileiro estes caracóis, tradicionais iguarias da culinária francesa, chegaram a bordo de navios europeus que atravessaram o Atlântico desde meados do século XIX, mais especificamente entre as bagagens de imigrantes italianos (década de 1930 no RS) e alemães (década de 1940 em SC), já no início do século XX, ocorrendo a sua criação caseira para consumo exclusivamente familiar nos Estados do sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, onde ainda hoje se lhes encontra adaptados em vida livre, virando séria praga em algumas localidades urbanas e agrícolas inclusive. É possível começar uma criação tanto num apartamento como numa fazenda. O tamanho da criação vai ser definido pelo proprietário do negócio. Existe ração comercializada específica para o escargot.

4) Como acontece a reprodução do scargot?

Os caracóis são dotados de ambos os sexos mas a auto-fecundação não é possível: são hermafroditas incompletos. Dois escargots participam do ato reprodutivo que dura em média de 12 a 18 horas. Durante este período as matrizes permanescem imóveis e deve-se evitar qualquer manejo, para não prejudicar a fecundação. Os caracóis exercem as duas funções, masculina e feminina, sucessivamente. Durante o ato sexual ambos animais exercem a função masculina, penetrando com seus dardos o outro animal para depositar nele os gametas que irão fecundar os óvulos. Uma vez realizada a fecundação, o caracól passa à função feminina de gestação e postura. Do ato sexual à postura decorrem de 20 a 35 dias. Em média, cada matriz pode por 60 a 120 ovos, duas vezes ao ano. A matriz necessita de terra ou areia para a postura. Potes de 7 cm de altura contendo terra esterilizada e húmida são colocados dentro das caixas das matrizes e retirados tão logo se verifiquem posturas. Os potes são retirados e levados para um local próprio, também com temperatura e humidade controlados, para aguardar a eclosão. Os ovos levam de 15 a 20 dias para eclodirem.

Curiosidades do Scargot:

Investimento inicial (Aproximado)
(Curso ou material técnico, com cinco dúzias de matrizes selecionas mais o custo do material para a confecção dos criatórios)

R$ 500,00 a 600,00

Produção mensal
(A partir do 5° mês – animais vivos)

10 a 12 kg

Gasto com ração
(Para produzir 1 kg de animal vivo)

até R$ 0,90

Preço 1 kg de animais vivos
(Nos padrões de peso para abate)

até R$ 15,00

1 kg de carne selecionada
( obtido de 2 kg de animais vivos)

R$ 90,00

Fontes brasileiras de imediato interesse na internet:
- Escargots FUNCIA < http://www.escargots.com.br >
- HELIX – Escargots Brasileiros < http://www.helixsp.com.br >
- IBH – Instituto Brasileiro de Helicicultura < http://www.cedic.org.br/ibh_inst.asp >
- IBRAMACO – Inst. Bras. de Malacocultura Continental < http://www.ibramaco.com.br >
- Passo da Invernada – Escargots < http://www.invernada.com.br >
- Helicicultura < http://br.groups.yahoo.com/group/HELICICULTURA_NO_BRASIL >

Curiosidades da minhoca:

Dentre as muitas utilidades à que as minhocas se prestam, consta sua utilização no preparo de remédios contra asma, bronquite, coletitíase, impotência, doenças da pele, reumatismo etc. Nelas encontram-se substâncias como a tirosina e a lumbrofoebrina, ambas de efeito medicinais, sendo a última anti hipertensiva. Devido possuir elevado teor de proteínas (78%), a minhoca é largamente empregada na alimentação animal e humana. Ingrediente da culinária internacional é também utilizada na dieta dos astronautas.

A minhoca é utilizada há milênios, na alimentação humana por algumas populações do continente africano. Os chineses, há mais de 2000 anos comem minhocas ocasionalmente, como uma fonte protéica alternativa. Na natureza a minhoca é uma presa fácil e apetitosa, constituindo parte da alimentação de um grande número de animais, como insetos, peixes, aves, répteis, aves e mamíferos. Recentemente, com o desenvolvimento da minhocultura nacional, alguns pesquisadores estão desenvolvendo técnicas com o objetivo de buscar o melhor meio de preparar as minhocas para a alimentação em forma de farinha ou concentrado protéico. O uso de farinha de minhoca como alimentação animal à nível de Brasil é recente, onde foram testadas dosagens de rações em animais, contendo farinha de minhocas. Em todos os tratamentos testados, houve ganho de peso e em alguns casos como na criação de escargots, o uso de 10% de farinha na ração, diminuiu à incidência de doenças. À nível mundial, estudos sobre a produção de farinha de minhoca liofilizada para a alimentação animal estão mais avançados, sendo um mercado em grande expansão, já que na farinha de minhoca são encontradas as vitaminas e os aminoácidos essenciais para o desenvolvimento humano e animal.

Dia Mundial da Água e Lagos que Morrem

Notícia Jornalismo Participativo – Conteúdo Gerado pelo Usuário (enviado para VC no G1 da Globo.com) Por Luana Schreiner

E foi no Dia Mundial da Água, em 22 de Março, um encontro/debate entre o Prefeito de Viamão, Alex Boscaini e a ISCA-Instituto Saberes e Cuidados Ambientais no Lago Tarumã em Viamão. A iniciativa serviu para chamar atenção para a morte do Lago, que está tomado de algas devido aos afluentes de esgotos que ali são despejados oriundos de todo centro da cidade.

A Prefeitura montou uma tenda e convidou alunos de uma escola municipal para assistir o debate. Devido aos 30 minutos de atraso para início do evento, os alunos se levantaram e foram embora. Perguntados porque não esperariam pela chegada do prefeito, responderam: –“Estamos com sede, está quente, a bancada dos políticos ganhou garrafinhas de água, e a nós, pouco mais de 40 estudantes, nada foi oferecido”. Gritou um anônimo.

Na bancada aguardavam pelo prefeito, o Presidente da Assembléia Municipal de Porto Alegre, Fernando Záchia, o Presidente de uma ONG de Viamão, Delmar Sitoni, o Secretario de Meio Ambiente de Viamão, Rogério Francisco Cardoso e a promotora da cidade, Anelise Grehs. Todos com discursos afinados e congruentes, todos prontos a apresentar um mesmo ponto de vista: conhecemos o problema do Lago, prometemos que vamos salvá-lo!

Foram distribuídas cartilhas da ISCA sobre como cuidar bem da água, haviam postêres, com mapa da bacia hidrográfica do Gravataí, e nomes de projetos já lançados e a serem lançados pela ISCA , Prefeitura de Viamão e Assembléia Municipal de Porto Alegre.

Haviam moradores do entorno do Lago fazendo protesto com cartazes e reclamando do esgoto, das algas nas águas, do mato e lixo, das ruas esburacadas e empoeiradas, da falta de lixeiras, segurança e do risco de dengue devido a altissíma incidência de mosquitos em todo bairro Tarumã, pois a sujeira e poluição do Lago eliminaram a correnteza e o fluxo de água da nascente até o corrego afluente do rio Gravataí. Ou seja, os moradores manifestavam sua contradição pelo abandono do lago por parte das autoridades públicas.

O evento foi polêmico e incongruente pelos seguintes motivos: 1º) dois (02) dias antes, os moradores se reuniram e contrataram uma patrola e compraram caçambas de saibro para patrolar ruas no entorno do lago, principalmente aquela em que o evento se realizava. Seria impossível a Prefeitura ter montado a tenda sobre buracos imensos e em grande quantidade que havia no local, pois até mesmo o palanque da bancada de políticos ficaria instável, sem apoio reto. Foi uma feliz coincidência para Prefeitura. Pois ninguém sabia do evento. Não foi divulgado pela imprensa da cidade; 2º) O evento era para comemorar o dia da água e falar em defesa da mesma, chamar atenção para o Lago Tarumã, só que o pano de fundo era o lago praticamente morto, que por lei, é uma reserva biológica municipal, totalmente negligenciada pelo DMLU a anos; 3º) a 100 metros à direita e à 300 metros a frente do palanque, passavam dois valões de esgoto não canalizados, mesmo com o recurso federal de R$ 10 milhões provenientes do Governo Federal pelo PAC recebidos para o saneamento básico do município; 4º) Os políticos não deram abertura para diálogo com os manifestantes porque tinham a certeza e convicção que a mídia publicaria o evento positivamente. De fato, os jornais da cidade, no dia seguinte, parabenizaram a Prefeitura pelo excelente evento e pela preocupação com o Lago. Observem as fotos e comprovem a dissensão da iniciativa pública, ou melhor, a cara de pau mesmo.

Depoimento de um dos participantes:

http://vhecologia.blogspot.com/2005/12/meio-ambiente-e-sustentabilidade-um.html

Notícia sobre o evento:

http://www.jornalcorreiorural.com.br/

Divulgação do início do saneamento básico nos arredores do Lago tarumã

http://www.viamao.rs.gov.br/obras03.htm

Na sequência, as fotos do evento, onde mostra a platéia à frente do Lago Tarumã – Morto – , coberto por densa camada de algas, tendo um valão de esgoto á céu aberto logo atrás da última fileira de cadeiras. Os manisfestantes, moradores locais, pedindo a limpeza da água. E os políticos discursando na bancada.

Fruição da Verve Musical

i-logo-last-fm.png

Por Luana Schreiner

Não precisa ser metódico e nem mega organizado para ser feliz compilando todas as músicas que você adora. Ainda bem que existe a dica como atalhador do bom ouvinte.

Não sei se foi por conta da minha curiosidade adolescente ou pura afinidade eletiva. Mas eu fazia lista de tudo, das árvores, flores, livros, editoras, filmes, das músicas (que lista hein) e até palavras. Tudo anotado na caderneta que era uma prótese do meu ser. Agora é hora de se deleitar nos arquivos virtuais, é claro.

Achei o Last.FM; com possibilidade de escolher os artistas favoritos à procura por tags (estilos musicais), passando pelos usuários, montagem das rádios e inclusão das estações em sites e blogs. O passo inicial é fazer o scrobbling de uma música. Isso significa que, ao ouvi-la, o título dela será enviado para a Last.fm e adicionado ao seu perfil musical. Fácil. Assim que você se registrar e baixar o software do Lat.fm , você também vai poder fazer o scrobble das músicas que ouve no seu computador ou no seu iPod. É só começar a ouvir e as músicas também aparecerão na página do seu perfil na Last.fm para que outros possam ver essa lista totalmente.

A todo momento os usuários do site fazem milhões de scrobbles de músicas. Esses dados ajudam o Last.fm a organizar e recomendar músicas. Dessa forma, é possível criar estações de rádio personalizadas e muitas outras coisas. Isso é um sistema auto organizado. Cada ouvinte organiza seus dados e devolve como informação ao sistema. Quer saber sobre um conceito de emergência, clique no link Tabelas na parte superior da página, para ver o que os usuários do Last.fm ouviram com mais freqüência na última semana. Adicione seu gosto musical à mistura de muitos estilos e ajude a incluir algumas músicas bem interessantes na lista das 10 mais.

Quando estou ouvindo meu rocker predileto, à esquerda há gerada uma lista de artistas que dialogam, têm semelhança com meu artista. Há listas dos artistas que mais foram ouvidos na semana. Há a lista de gravadoras deste artista. Há lista dos blogs relacionados. Há os vídeos. Há a lista dos amigos e dos vizinhos musicais.

Fique maravilhado. Não há célula organizadora. Somos nós, simples usuários, seguindo links simples em um site fassílimo de ouvir e ter música, que geramos uma estrutura invisível e complexa de emergencialidade. (link para retranca do conceito)

lastfm.jpg

Treehouse, considere essa idéia

treehousefeet.jpg

Por Luana Schreiner

Bioarquitetura – Construções Ecológicas, Design e Tecnologia para uma Arquitetura Sustentável – Palestra em espanhol. 18 de março às 19h:30min Auditório Goethe- entrada franca. Rua 24 de Outubro, 112 Porto Alegre RS Brasil www.goethe.de/portoalegre
Desde 1974, quando se doutorou pela Universidade de Kassel, Alemanha, o professor, engenheiro e arquiteto Gernot Minke, coordena o Laboratório de Pesquisa para Construções Experimentais. Entre os mais de 30 projetos desenvolvidos nas áreas de construções ecológicas, construções de baixo custo e de baixo consumo de energia, destacam-se os projetos de construção com terra, blocos de palha e cobertura vegetal de telhados (telhados verdes).

A exposição fotográfica exemplificando projetos em bioarquitetura idealizados pelo Prof. Gernot Minke, do Escritório de Planejamento para Construções Ecológicas, de Kassel, Alemanha.De 17 a 28 de Março na Galeria do Goethe, visitação segundas a sextas, das 10 às 20:00h e sábados, das 10 às 12:30h.

Visite o site e a bildergalerie: www.gernotminke.de

house-em-germany.jpg

treehouse_2_small.jpg

0617_treehouse_alnwick_gardens.jpg

treehouse_good-4.jpg

photo4214d18e92a43treehouse.jpg

Planificação da Comunicação

pessoas-lendo.jpg maos.jpg Especialistas em estudos organizacionais vêm há muito defendendo o conceito de comunicação integrada: onde se reunem as áreas da comunicação mercadológica, (exemplo, que são o marketing e a propaganda, que vai da empresa/instituição para o público em forma de propaganda e ou publicidade); a comunicação interna (exemplo, a comunicação entre setores dentro de uma empresa, em contexto fechado) e a comunicação institucional (exemplo, onde entram as atividades específicas de relações públicas, de assessoria de imprensa, responsabilidade social e promoção cultural, que vai da empresa/instituição para o público em forma de notícia).

Parece que vai ser difícil no futuro separar jornalismo, publicidade, relações públicas, comunicação digital. São ingredientes inevitávelmente fundíveis em uma relação de pertinência e harmonia e que já acontecem efetivamente nos EUA e Europa. As possibilidades de isso se tornar real no Brasil são evidentes porque muitas das atuais agências têm associado a empresas multinacionais, que transitam em todas as áreas da comunicação ao mesmo tempo. Já foram firmados acordos operacionais entre as brasileiras CDN (Companhia da Notícia) e a Fleishman-Hillard e, entre a brasileira In-Press e a norte americana Porter Novelli. Tanto a Fleishman-Hillard como a Porter Novelli pertencem ao mesmo grupo, o norte americano Omnicom, que tem ainda em nosso país um terceiro braço de relações públicas: a Ketchum, que firmou parceria com a agência Estratégia. A Omnicom também é parceira das agências de propaganda DM9DDB e Almap BBDO.

Antes desse boom da planificação comunicacional ocorrer na Amárica Latina, é preciso que o decorrer do processo no Brasil se dê dentro de uma conjuntura saudável, clara e lúcida. Explico melhor: é preciso dar um fim na confusão com os termos da comunicação, tanto quanto ao significado, e, principlamente quanto às atribuições. Poderosos e mega bem sucedidos empresários do país ainda teimam em não entender por exemplo, que o trabalho do assessor é com o espaço editorial e não com o publicitário. Aliás essa é a maior confusão de todas: Relações Públicas x Assessoria de Imprensa. Explico: o ofício das relações públicas abrange buscar a compreensão mútua entre a instituição e seus públicos, conciliar interesses, estabelecer a integração e o diálogo. O assessor de imprensa é um agente gerador de notícias, reportagens, entrevistas e até artigos. A Assessoria é uma instituição produtora ostensiva dos conteúdos da atualidade, fatos, falas, saberes, produtos e serviços com atributos de notícia. São as fontes da notícia. Monique Augras (1978), ajuda nos lembrando que as relações públicas funcionam como um “conjunto das técnicas concernentes às comunicações de uma empresa com os grupos aos quais não pode opor-se ou misturar-se, a fim de manter boas relações com os diversos setores da opinião pública.”

A planificação, a integração prolífica da comunicação vai ser mais bem construída no Brasil se nossos empresários, executivos, políticos, etc, desmistificarem o papel de cada agente da comunicação. “É muito comum executivos ainda acreditarem que pagar um assessor de imprensa é o mesmo que pagar por matérias sempre positivas na mídia. Acham que o bom relacionamento com repórteres e editores basta para que o assessor abra espaços para a instituição, não se pode haver garantias de que o cliente verá na mídia somente o que gostaria, no espaço de sejado e com abordagem elogiosa”. Maristela Mafei, 2007.

Não adianta. Todos, ao conquistarem o espaço da notícia, realizam ações institucionais, socializando discursos particulares. Fazem inevitavelmente propaganda.

Matéria em construção, aguarde por mais.

Por Luana Schreiner

Parkinson na rede

cimg0283.jpg

“Com saúde de ferro, com a autoconfiança ilimitada que a saúde traz, livre do adversário que é a doença e a calamidade sempre espreita nos bastidores (…)” Philip Roth em o “Homem Comum”, da editora Companhia das Letras. Lembrando como é fácil ser saudável.

De onde vêm a força daqueles que não controlam mais seu próprio corpo? Da onde é que sai a energia para sorrir, comer, acordar? Você amigo leitor, pode saber a resposta!? Uma parkinsoniana me disse que o sofrimento pode ser ilimitado. Ou seja, pode surgir um sofrimento pior daquele ja sentido anteriormente. Não poder controlar a consciência, os pensamentos é mais trágico que não poder controlar o corpo, por exemplo.

O sofrimento intenso sempre faz a fé se sobrepor à razão, me explicou um livro espírita de Alan Kerdec.

Já o mercado da saúde, como podemos nos referir ao volume financeiro que acolhe pesquisas e desenvolvimento de remédios, nos atualiza precariamente sobre o acesso à novas medicações e tratamentos para Hilda, com Parkinson Plus {De acordo com DeLisa, 2002, o parkinsonismo pode ser dividido em três categorias: primário ou idiopático, secundário ou sintomático (processos patológicos que afetam os núcleos da base) e Parkinson plus (sinais de parkinsonismo juntamente com outros déficits neurológicos)} à seis anos. Quando o cerébro de Hilda diminui a produção de dopamina, suas mãos não começaram a tremer, como deve-se supor; a Levodopa que começou a ser ministrada não fez efeito como dopamina artificial. Em dois anos de diagnóstico, nenhuma combinação de medicamento impediu que a arquitetura fosse tão seriamente desconstruída no papel profissional de Hilda. Também temos que citar o abandono da liberdade e da independência e acrescentar o risco de vida para não ficarmos somente defasados em fatos.

Não posso detalhar minúcias da rotina de sofrimento veemente, assim como não detalharei o paroxismo do quadro da doença de Parkinson. Quero dizer que o DBS, as células-tronco adultas, os agonistas dopaminérgicos, as milhares de combinações possíveis de comprimidos sintomáticos, assim como toda tecnologia para frear avanço da doença neurodegenerativa de Parkinson, podem não surtir efeito algum. Então resta o ascetismo puro.

Se a medicina não nos alcançou a cura e o acesso à saúde, temos, ao menos, como exceder toda misantropia da alma. É possível curar o espírito e levar a mente a lugares que o corpo jamais chegaria, nem que tivesse a saúde mais sólida. Nessa reunião de possibilidades a ciência não se aprofundou o suficiente para fornecer provas. Mas Hilda se convençeu através das leituras que recomenda a neurodegenerativos como ela: “Evangelho Segundo o Espiritismo” de Allan Kardec, editora Petit; “A Profecia Celestina“, editora Casa das Letras e “O Segredo de Shambhala”, editora Objetiva, ambos de James Redfield; “Pelo Amor ou Pela Dor” de Ricky Medeiros, editora Vida e Consciência. Acompanhe depoimentos de parkisonianos pelo blog Doença de Parkinson.

Uma das maneiras mais importantes de ajudar as pessoas é oferecer-lhes informação” jornal.jpg

Lori Hilda, 55 anos, a seis com Mal de Parkinson.

cimg0269.jpg

Realismo

joseph_s_nye.gif

Há uns dezoito anos atrás (segundo fonte), quando era comum ler por aí as dissertações sobre o irreversível declínio americano, Joseph Nye predizia que a América permaneceria em posição hegemônica, pois ela mantinha, apesar de seus problemas econômicos, seu poder de influência através da cultura, da tecnologia, etc. Contra a corrente, Joseph Nye prega, em plena euforia uniterialista, a negociação e o multilateralismo.

A doutrina do governo Bush está efetivamente, fundada no princípio da “auto defesa preventiva decidida unilateralmente”. Os falcões têm uma visão marcial da ordem mundial. Eles se consideram da tradição “realista”, para quem os recursos militares constituem o indicador essencial da potência, todo sabemos.

Nessa ótica, se uma “mudança de regime” no Iraque se impõe, não têm muita importância o fato que os países arábes e os europeus sejam opostos a ela. E quando se trata do protocolo de Kyoto, da Corte Penal Internacional ou da Convenção de Genebra, os EUA estão tão seguros de seu direito, por isso pouco se preocupam com o direito internacional.

Professor universitário de renome, Joseph Nye ocupou importantes funções nos terrenos da defesa e da política internacional lá no seu país. Sua crítica se situa no campo do pragmatismo e da defesa dos interesses americanos através de uma visão multilateral que leva em conta os interesses e as preocupações da “comunidade, que não influenciarão o seu crescimento econômico internacional”. Nem a potência militar dos Estados Unidos, nem seus profetas terão influência sobre o seu crescimento econômico, sobre a pobreza, o meio ambiente ou sobre os fluxos financeiros migratórios.

Através desta articulação me foi indicado The Paradox of American Power: Why the World’s Only Superpower Can’t Do It Alone, Oxford University Press, 2002 e o livro de Joseph Nye: The Changing Nature of American Power, Basic Books, Nova Iorque, 1990. Indico para quem neste momento quer encontrar mais razões para crise de recessão que enfrenta os EUA, para quem lê bem em inglês.

livro-do-nye.jpg

Wolff celebra o povo e vocifera contra a lógica do lucro

bocas.jpg Para Schopenhauer, os grandes escritores sempre escrevem partindo das reminiscências, fazendo de si tema de sua literatura. Já para Joseph Brodsky, “a biografia de um escritor está nos meandros de seu estilo”. Essas afirmações permitem entender A Milésima Segunda Noite, de Fausto Wolff, livro monumental, que não pode ser classificado facilmente, embora seja lido com grande prazer do início ao fim. Não se lê apenas um livro, lê-se um homem fadado ao imenso e às marcas de um mundo de experiências e reflexões que ficaram impressas nele. É título obrigatório na estante de qualquer interessado em cultura e não apenas literatura.

Composto de fragmentos, narrativas, opiniões, acusações, crenças e descrenças, poemas, aforismos, contos, crônicas, artigos, avaliações críticas, A Milésima Segunda Noite é um grande painel sem linearidade, que transita entre o agora e as teorias do surgimento do planeta, num nítido anseio de criar passagens entre o Gênese e o Apocalipse, escrevendo epitáfios aos grandes homens e suas obras iluminadoras, execrando os canalhas, entronizando o povo e vociferando contra a lógica do lucro.

Na tentativa de aproximá-lo de um gênero, poderíamos dizer que é um diário, mas escrito com intenções romanescas, prendendo o leitor em uma trama implícita. No livro não há uma história central. Há um homem com milhares de histórias. O simples ato de contar é o elemento aglutinador.

O autor dá algumas definições da obra, como a seguinte: “Trata-se de uma espécie de Ilíada mundial vista sob a perspectiva de um jornalista carioca”, reivindicando o encontro do literário e do jornalístico. E esse é um dado importante. Fausto não quer um estilista, ausente do debate de seu tempo, mas um escritor afundado nos fatos, avesso ao beletrismo frio e defensor de uma arte com humanidade: “Escrever bem é importante, mas não é o essencial. O essencial é a sinceridade. Pelo menos tentar ser sincero de todo coração. Isso, por si só, já é um estilo”. Esse estilo-sinceridade da unidade ao livro, fazendo dele o extenso depoimento de um narrador para quem o mundo existe na medida em que pode ser contado, e atestando uma crença na permanente necessidade de se contar o mundo, não apenas para que o escritor não morra, mas para que o mundo possa continuar existindo.

O poder do surgimento das histórias determina a concepção de tempo para Fausto. O tempo é um eterno presente e todas as coisas acontecem ao mesmo tempo há bilhões de anos. Para ele, não há uma história do mundo, no sentido cronológico, e sim a ação de instantes dessa temporalidade plena e redundante sobre o homem. Numa época marcada pela imbecilidade em que só prosperam os diplomáticos, comprando apoio à esquerda e à direita, em que “a publicidade venceu a batalha contra o intelecto”, Fausto Wolff distingue-se pela coragem de dizer tudo o que pensa, exercendo um exacerbado espírito masculino. Para Walter Benjamin, o bom escritor não diz mais do que pensa. Por isso, o seu escrito não reverte em favor dele mesmo, mas daquilo que quer dizer. Poucos escritores contemporâneos se enquadram melhor nesse preceito do que Wolff. Ele é um exercício de reflexão vital. Boa leitura!

fausto-wolff.jpgFoto de Cristina Carriconde

Leitura para quem gosta de: Cultural Studies, Estruturalismo, Frank Raymond Leavis, para quem leu Cultura e Anarquiade Matthew Arnold 1935, quem gosta de ler a revista Scrutiny. Leitura indicada para pessoas do sexo masculino, creio eu.

Luana Schreiner

« Entradas antigas