Fichamento do texto clássico de O’Reilly e indicações da web 2.0

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Por Luana Schreiner

A Web 2.0 não é uma tecnologia em si, mas uma forma de encarar a rede. É como se fosse um princípio filosófico de aproximar os usuários à rede. Na Web 2.0 a internet assumiu uma descentralização, agora priberam.gifpriberam.gifcada cliente é um servidor e o serviço vai ficando melhor a medida que é mais utilizado pelo usuário. É o que chamamos de arquitetura de participação, onde os usuários procuram “egoisticamente” satisfazer seus interesses e acabam gerando valor coletivo como um subproduto automático (exemplos disso: eBay, Amazon, Wikipedia, Del.icio.us, Cloudmark, Skype). É isso que chamamos de materialização da conexão de cerébros, o controle da produção é do usuário, como Lévy sempre preconizou, um conceito de inteligência coletiva num sistema aberto, um princípio de colaboração que aumenta os níveis de qualificação.

A Web passou a funcionar como plataforma, é nela que posso gerenciar os dados. A Web não é mais ferramenta, agora passa a ser mídia por conta da rearticulação de conteúdos a partir de minhas preferências, a interferência do usuário não é mais passiva como antes, quando compravamos softwares e tinhamos que usar os serviços da maneira como nos eram oferecidos. Hoje a inteligência coletiva usa métodos de produção comunitária de código aberto, são softwares abertos, gratuítos e constantemente atualizados. Tudo é viral, é recomendado pelo julgamento do usuário. Se um site depende de publicidade para se tornar conheçido, então não é Web 2.0, porque o marketing também é viral.

Os softwares não são mais um produto, mas sim um serviço; o software proprietário levou ao movimento de Free Sftware, o que resultará, provavelmente, no Free Dta; os usuários assumirão o controle de como os dados aparecem no seu computador.

O RSS é um avanço é um exemplo de avanço mais significativo na arquitetura básica da rede que permite uma “assinatura” dos dados de um site através de uma interface de passagem comum. Assim como os blogs, que trouxeram uma cadeia diferente de distribuição, publicidade e de valor. Os blogueiros são os mais produtivos e atualizados usuários de links. O Blog é considerado a sabedoria das massas, é mais que um amplificador. Blog é modelo de negócio muito mais que uma competição entre sites. Vamos lá! Minhas indicações de Web 2.0: Skype, Navi, Rede Interativa de Aprendizagem, Free Translation Services, Psiqweb, Priberan. Aí vão outros:::

  1. Thinkfree Office – http://www.thinkfree.com/ O Thinkfree Office é uma alternativa completa, gratuita e online para edição de textos, planilhas de cálculo e apresentações. Com 1 GB de armazenamento gratuito, é só fazer o cadastro no site para sair usando.
  2. Backpackit – http://www.backpackit.com/ Backpackit é um site onde o usuário pode organizar qualquer coisa. Além de ser um exemplo de como a web 2.0 funciona, o site tem agenda, bloco de notas, contato de amigos, espaço para upload e muitas outras funções. Lá é possível montar, por exemplo, uma lista de presentes de casamento ou de objetos que gostaria de vender. O site tem um plano gratuito e outro pago, com mais opções.
  3. Basecamp – http://www.basecamphq.com/ Basecamp, da mesma empresa do site anterior, é um organizador de projetos baseado no mesmo conceito do Backpackit. Com o Basecamp é possível criar uma página com uma lista de tarefas, documentos para compartilhar e muitas outras opções.
  4. Snipshot – http://snipshot.com/ Snipshot é um editor de imagens online. O programa permite girar a foto, redimensionar e converter formatos, além de possibilitar o ajuste de cores, contraste e muito mais.
  5. Media Convert – http://media-convert.com/ Como diz o nome do site, o Media Convert converte quase todos tipos de arquivo. Áudio, vídeo, texto, imagem, toques de celular e muitos outros tipos o site interpreta. São centenas de formatos diferentes que o site aceita.
  6. Meebo – http://wwwm.meebo.com/ Meebo é um site para utilizar mensageiros intantâneos online. Compatível com AIM, Yahoo Messenger, ICQ, Google Talk e MSN, é só colocar seu usuário e senha e o site loga e puxa a lista de usuários automaticamente.
  7. Google Analytics – http://www.google.com/analytics/ Analytics é a ferramenta que o Google disponibiliza para manter estatísticas do seu site. Depois de fazer o registro no site, é só colocar um código no HTML da sua página e monitorar tudo pelo Analytics.
  8. Mailinator – http://www.mailinator.com/ Muitos serviços online exigem que um cadastro seja feito e que um e-mail seja dado para verificação. Entretanto, ficar distribuindo sua conta de e-mail por aí é uma forma de rapidamente encher sua caixa de vírus e spam. O Mailinator cria contas temporárias, sem senha, somente para o cadastro em sites, facilitando todo o processo.
  9. 43 things – http://br.43things.com/ O princípio de 43 é fazer uma lista de todas as coisas que você quer fazer. No site o usuário coloca seus objetivos pode conferir se outras pessoas tem o mesmo.
  10. Traineo – http://www.traineo.com/ Para os fãs de exercícios, o Traineo é o site certo. A página permite que seja feito um cadastro de todas as atividades físicas feitas no dia e depois faz uma análise e gráficos com os dados.

Sexto Aniversário do Ataque de 11 de Setembro nos EUA

Hoje é o dia que se homenageia os mortos, os bombeiros, os policiais e as famílias.

A data destes ataques terroristas, que deixaram cerca de 3.000 mortos e atingiram o coração da superpotência mundial, dificilmente será apagada da lembrança dos americanos. Às 8h46 (9h46 de Brasília), momento exato em que o primeiro dos quatro aviões seqüestrados chocou-se contra a torre norte do World Trade Center, Nova York fará um minuto de silêncio. Na principal base americana no Afeganistão, uma cerimônia deveria ter início no mesmo horário. Em seguida, haverá a leitura dos nomes das vítimas dos ataques. Ao mesmo tempo, em Washington, o presidente George W. Bush aterrorista.jpgterrorista.jpgssistirá a uma missa na Igreja St. John e fará também um minuto de silêncio. O presidente este ano preferiu fazer cerimônias e homenagens discretas. Homens do Corpo de Bombeiros falarão durante a cerimônia ao lado de Rudolph Giuliani, que era prefeito de Nova York na época dos ataques. No entanto, ele não falará neste ano porque poderá concorrer às eleições presidenciais de 2008. A senadora Hillary Clinton, que também almeja disputar a Presidência, deveria comparecer à cerimônia no WTC.

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“As celebrações do 11 de Setembro devem ser acompanhadas por milhares de pessoas de diversos setores da sociedade”, destacou o comandante Greg Hicks, porta-voz do Pentágono, departamento que nos anos anteriores havia celebrado a data de modo mais discreto.
O diretor de inteligência nacional, Mike McConnell, disse hoje que autoridades americanas continuam vigilantes e preocupadas com a atuação de células terroristas nos EUA. “Estamos mais seguros, mas não completamente”, disse ele em entrevista à rede de TV ABC. Horas antes do início da cerimônia, o líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden apareceu em um novo vídeo fazendo elogios a um dos terroristas que executaram a ação. Na gravação, Bin Laden mostra uma foto de Abu Musab Al Shehri, “um jovem magnífico que correu o mais extremo dos perigos com mais 19 heróis”, diz, em uma alusão aos atentados em Nova York. Al Shehri foi o terrorista que seqüestrou o vôo 11 da American Airlines, um dos dois aviões que atingiram as torres gêmeas do World Trade Center. Na sexta-feira (7), após mais de três anos sem mensagens visuais, Bin Laden apareceu em um vídeo no qual pediu que os americanos “abracem o islã” e retirem seus soldados do Iraque. O líder terrorista vestia uma roupa branca, estava sentado atrás de uma mesa e leu um discurso para o povo americano. A barba de Bin Laden estava mais curta do que o no último vídeo, divulgado em 2004, e completamente escura, aparentemente tingida.

Análise da mudança visual de interface do portal Globo.com

Por Luana Schreiner

Semelhanças entre a antiga interface e a atual: O site manteve a legenda de cores (exemplo: verde para esporte, vermelho para notícias…). O site manteve a fonte das chamadas.

Diferenças entre a antiga interface e a atual: A página atual barra de rolagem está mais longa, mais extensa. A página atual está menos poluída visualmente que a anterior, com mais espaços em branco e mais organizada. As linhas (que separam as chamadas) anteriormente eram coloridas e grossas, as atuais são cor grafite e são finas. Atualmente há menos conteúdo na página e há mais links externos de direcionamento. Atualmente as fotos são em menos quantidade e em tamanho maior. Anteriormente todos os títulos eram em negrito, atualmente só os principais. Anteriormente os links do menu para conteúdos do site eram coloridos, atualmente são cor grafite. O site mudou a fonte do logo globo.com e a cor também. O site mudou o tamanho da fonte, o atual está com fontes maiores que a antiga interface. Anteriormente o site não disponibilizava ao usuário a opção RSS, atualmente disponibiliza para o Plantão.

A Globo.com mudou a maneira de usar sua tecnologia quando passou a disponibilizar a opção RSS para o usuário, ou seja, aperfeiçoou sua maneira de interagir com o leitor, alterou seu suporte comunicacional. O meio não mudou sua linguagem, mas o veículo Globo.com alterou seu processo de comunicação e de significação porque o meio que o rege permitiu essa mudança. Segundo McLuhan o conteúdo sofre com a interferências do meio (o site gera conflitos no conteúdo original, o meio formata, articula o grau dessas interferências, o resultado da interferência é a mensagem). Mas o site não interferiu no seu conteúdo.

O site da Globo.com antigo e atual ainda reproduz a linguagem dos jornais, ainda não produziu linguagem original, ainda não fez experimentalismo, a mudança foi uma experimentação; isso porque o meio ainda não se modificou, porque só assim se modificaria a linguagem, segundo Vinícius Pereira. Não se modificou porque os usuários precisam ter alguma identificação com a gramática, reconhecer algo familiar; talvez por isso o site manteve as cores e a posição do logo na tela e o formato dos canais no topo da página. É uma apropriação que não cedeu.