Planificação da Comunicação

pessoas-lendo.jpg maos.jpg Especialistas em estudos organizacionais vêm há muito defendendo o conceito de comunicação integrada: onde se reunem as áreas da comunicação mercadológica, (exemplo, que são o marketing e a propaganda, que vai da empresa/instituição para o público em forma de propaganda e ou publicidade); a comunicação interna (exemplo, a comunicação entre setores dentro de uma empresa, em contexto fechado) e a comunicação institucional (exemplo, onde entram as atividades específicas de relações públicas, de assessoria de imprensa, responsabilidade social e promoção cultural, que vai da empresa/instituição para o público em forma de notícia).

Parece que vai ser difícil no futuro separar jornalismo, publicidade, relações públicas, comunicação digital. São ingredientes inevitávelmente fundíveis em uma relação de pertinência e harmonia e que já acontecem efetivamente nos EUA e Europa. As possibilidades de isso se tornar real no Brasil são evidentes porque muitas das atuais agências têm associado a empresas multinacionais, que transitam em todas as áreas da comunicação ao mesmo tempo. Já foram firmados acordos operacionais entre as brasileiras CDN (Companhia da Notícia) e a Fleishman-Hillard e, entre a brasileira In-Press e a norte americana Porter Novelli. Tanto a Fleishman-Hillard como a Porter Novelli pertencem ao mesmo grupo, o norte americano Omnicom, que tem ainda em nosso país um terceiro braço de relações públicas: a Ketchum, que firmou parceria com a agência Estratégia. A Omnicom também é parceira das agências de propaganda DM9DDB e Almap BBDO.

Antes desse boom da planificação comunicacional ocorrer na Amárica Latina, é preciso que o decorrer do processo no Brasil se dê dentro de uma conjuntura saudável, clara e lúcida. Explico melhor: é preciso dar um fim na confusão com os termos da comunicação, tanto quanto ao significado, e, principlamente quanto às atribuições. Poderosos e mega bem sucedidos empresários do país ainda teimam em não entender por exemplo, que o trabalho do assessor é com o espaço editorial e não com o publicitário. Aliás essa é a maior confusão de todas: Relações Públicas x Assessoria de Imprensa. Explico: o ofício das relações públicas abrange buscar a compreensão mútua entre a instituição e seus públicos, conciliar interesses, estabelecer a integração e o diálogo. O assessor de imprensa é um agente gerador de notícias, reportagens, entrevistas e até artigos. A Assessoria é uma instituição produtora ostensiva dos conteúdos da atualidade, fatos, falas, saberes, produtos e serviços com atributos de notícia. São as fontes da notícia. Monique Augras (1978), ajuda nos lembrando que as relações públicas funcionam como um “conjunto das técnicas concernentes às comunicações de uma empresa com os grupos aos quais não pode opor-se ou misturar-se, a fim de manter boas relações com os diversos setores da opinião pública.”

A planificação, a integração prolífica da comunicação vai ser mais bem construída no Brasil se nossos empresários, executivos, políticos, etc, desmistificarem o papel de cada agente da comunicação. “É muito comum executivos ainda acreditarem que pagar um assessor de imprensa é o mesmo que pagar por matérias sempre positivas na mídia. Acham que o bom relacionamento com repórteres e editores basta para que o assessor abra espaços para a instituição, não se pode haver garantias de que o cliente verá na mídia somente o que gostaria, no espaço de sejado e com abordagem elogiosa”. Maristela Mafei, 2007.

Não adianta. Todos, ao conquistarem o espaço da notícia, realizam ações institucionais, socializando discursos particulares. Fazem inevitavelmente propaganda.

Matéria em construção, aguarde por mais.

Por Luana Schreiner

Parkinson na rede

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“Com saúde de ferro, com a autoconfiança ilimitada que a saúde traz, livre do adversário que é a doença e a calamidade sempre espreita nos bastidores (…)” Philip Roth em o “Homem Comum”, da editora Companhia das Letras. Lembrando como é fácil ser saudável.

De onde vêm a força daqueles que não controlam mais seu próprio corpo? Da onde é que sai a energia para sorrir, comer, acordar? Você amigo leitor, pode saber a resposta!? Uma parkinsoniana me disse que o sofrimento pode ser ilimitado. Ou seja, pode surgir um sofrimento pior daquele ja sentido anteriormente. Não poder controlar a consciência, os pensamentos é mais trágico que não poder controlar o corpo, por exemplo.

O sofrimento intenso sempre faz a fé se sobrepor à razão, me explicou um livro espírita de Alan Kerdec.

Já o mercado da saúde, como podemos nos referir ao volume financeiro que acolhe pesquisas e desenvolvimento de remédios, nos atualiza precariamente sobre o acesso à novas medicações e tratamentos para Hilda, com Parkinson Plus {De acordo com DeLisa, 2002, o parkinsonismo pode ser dividido em três categorias: primário ou idiopático, secundário ou sintomático (processos patológicos que afetam os núcleos da base) e Parkinson plus (sinais de parkinsonismo juntamente com outros déficits neurológicos)} à seis anos. Quando o cerébro de Hilda diminui a produção de dopamina, suas mãos não começaram a tremer, como deve-se supor; a Levodopa que começou a ser ministrada não fez efeito como dopamina artificial. Em dois anos de diagnóstico, nenhuma combinação de medicamento impediu que a arquitetura fosse tão seriamente desconstruída no papel profissional de Hilda. Também temos que citar o abandono da liberdade e da independência e acrescentar o risco de vida para não ficarmos somente defasados em fatos.

Não posso detalhar minúcias da rotina de sofrimento veemente, assim como não detalharei o paroxismo do quadro da doença de Parkinson. Quero dizer que o DBS, as células-tronco adultas, os agonistas dopaminérgicos, as milhares de combinações possíveis de comprimidos sintomáticos, assim como toda tecnologia para frear avanço da doença neurodegenerativa de Parkinson, podem não surtir efeito algum. Então resta o ascetismo puro.

Se a medicina não nos alcançou a cura e o acesso à saúde, temos, ao menos, como exceder toda misantropia da alma. É possível curar o espírito e levar a mente a lugares que o corpo jamais chegaria, nem que tivesse a saúde mais sólida. Nessa reunião de possibilidades a ciência não se aprofundou o suficiente para fornecer provas. Mas Hilda se convençeu através das leituras que recomenda a neurodegenerativos como ela: “Evangelho Segundo o Espiritismo” de Allan Kardec, editora Petit; “A Profecia Celestina“, editora Casa das Letras e “O Segredo de Shambhala”, editora Objetiva, ambos de James Redfield; “Pelo Amor ou Pela Dor” de Ricky Medeiros, editora Vida e Consciência. Acompanhe depoimentos de parkisonianos pelo blog Doença de Parkinson.

Uma das maneiras mais importantes de ajudar as pessoas é oferecer-lhes informação” jornal.jpg

Lori Hilda, 55 anos, a seis com Mal de Parkinson.

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