Parkinson na rede

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“Com saúde de ferro, com a autoconfiança ilimitada que a saúde traz, livre do adversário que é a doença e a calamidade sempre espreita nos bastidores (…)” Philip Roth em o “Homem Comum”, da editora Companhia das Letras. Lembrando como é fácil ser saudável.

De onde vêm a força daqueles que não controlam mais seu próprio corpo? Da onde é que sai a energia para sorrir, comer, acordar? Você amigo leitor, pode saber a resposta!? Uma parkinsoniana me disse que o sofrimento pode ser ilimitado. Ou seja, pode surgir um sofrimento pior daquele ja sentido anteriormente. Não poder controlar a consciência, os pensamentos é mais trágico que não poder controlar o corpo, por exemplo.

O sofrimento intenso sempre faz a fé se sobrepor à razão, me explicou um livro espírita de Alan Kerdec.

Já o mercado da saúde, como podemos nos referir ao volume financeiro que acolhe pesquisas e desenvolvimento de remédios, nos atualiza precariamente sobre o acesso à novas medicações e tratamentos para Hilda, com Parkinson Plus {De acordo com DeLisa, 2002, o parkinsonismo pode ser dividido em três categorias: primário ou idiopático, secundário ou sintomático (processos patológicos que afetam os núcleos da base) e Parkinson plus (sinais de parkinsonismo juntamente com outros déficits neurológicos)} à seis anos. Quando o cerébro de Hilda diminui a produção de dopamina, suas mãos não começaram a tremer, como deve-se supor; a Levodopa que começou a ser ministrada não fez efeito como dopamina artificial. Em dois anos de diagnóstico, nenhuma combinação de medicamento impediu que a arquitetura fosse tão seriamente desconstruída no papel profissional de Hilda. Também temos que citar o abandono da liberdade e da independência e acrescentar o risco de vida para não ficarmos somente defasados em fatos.

Não posso detalhar minúcias da rotina de sofrimento veemente, assim como não detalharei o paroxismo do quadro da doença de Parkinson. Quero dizer que o DBS, as células-tronco adultas, os agonistas dopaminérgicos, as milhares de combinações possíveis de comprimidos sintomáticos, assim como toda tecnologia para frear avanço da doença neurodegenerativa de Parkinson, podem não surtir efeito algum. Então resta o ascetismo puro.

Se a medicina não nos alcançou a cura e o acesso à saúde, temos, ao menos, como exceder toda misantropia da alma. É possível curar o espírito e levar a mente a lugares que o corpo jamais chegaria, nem que tivesse a saúde mais sólida. Nessa reunião de possibilidades a ciência não se aprofundou o suficiente para fornecer provas. Mas Hilda se convençeu através das leituras que recomenda a neurodegenerativos como ela: “Evangelho Segundo o Espiritismo” de Allan Kardec, editora Petit; “A Profecia Celestina“, editora Casa das Letras e “O Segredo de Shambhala”, editora Objetiva, ambos de James Redfield; “Pelo Amor ou Pela Dor” de Ricky Medeiros, editora Vida e Consciência. Acompanhe depoimentos de parkisonianos pelo blog Doença de Parkinson.

Uma das maneiras mais importantes de ajudar as pessoas é oferecer-lhes informação” jornal.jpg

Lori Hilda, 55 anos, a seis com Mal de Parkinson.

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