No livro Supercapitalism – The Transformation of Business, Democracy, and Everyday Life, Robert Reich explica que o aumento do poder de consumo está provocando a alienação política da sociedade. Cada vez mais individualistas, os cidadãos não querem participar das decisões de governo, tampouco reinvindicam soluções para os problemas sociais que rondam suas casas. Resultado: cada vez mais, o poder se concentra nas mãos de grandes grupos empresariais – os únicos agentes que efetivamente influenciam os governos.
As empresas difundem a idéia de que ajudam a resolver problemas que os governos não conseguem atacar. Trata-se, diz, de um discurso perigoso. Os grupos privados, simplismente não conseguem eliminar os gargalos sociais, ajudam a gerar benefícios sociais para as comunidades. Mas não são os organizadores políticos que determinam normas, leis com objetivos de englobar toda um país.
Está na hora de demarcar com clareza a fronteira entre o que é responsabilidade do capitalismo e o que é responsabilidade da democracia. e devolver aos governos a capacidade de dialogar diretamente com a população na busca por leis que harmonizem a maximização de lucros das empresas e o bem-estar das sociedades.
O livro de Reich (na foto) ainda não foi lançado no Brasil. É da editora Borzoi Books e custa US$ 16,50 na Amazon.com. Por indicação de Andreas Müller.
