Conscious Consuming

        The polish sociologist, Zygmunt Bauman, observed with high precision that “the human solidarity is the first down caused by triumph of the consumer market”. News generations of consumers grow without realizing the relation that happens between consumer and environment and, what is more worrying, repeating the same clichés from environmentalist movements.

         When we choose in a conscious way avoiding exceeds and getting sustainable engagement brands, we are assuming the role that is convenient for a century XXI th consumer. It isn’t possible anymore, for example, to defend the sustainable exploitation of the Amazon rainforest without privileging the consumption of the legal beef, since official data from our own federal governmental indicate that 80% of rainforest already destroyed is from livestock. Without this information, the consumer could be eating beef with smelling burned forest.

         According to the Scottish historian Niall Ferguson, 100 billions of humans have already been born on our planet since the appearance of the first hominid. Those who are alive today represent 6% of that quota. Is precisely this group – in which you and I are inserted – that will have a huge responsibility to make the more important choices of the human history. There is no doubt that we are up to the challenge. The fundamental question is: are we really interested in facing it?

         Why not always the Planet doesn’t produce enough to supply the necessary to the men? The answer is: It is, ingrates, as man are, he despises the nature! However, the nature is an excellent mother.  Many times, man accuses nature from what is only his own inexperience or his improvidence. The planet would produce whenever necessary if with the necessary, would man know how to content himself. If what she produces is not enough for all needs is because man uses in the superfluous what would be useful in the necessary [...].

         In the excellent text “The Sundays needs of holidays”, the rabbi Nilton Bonder explains the sense of the Shabat, evocating questions absolutely important to sustainability: “Beyond a worker proposal, we understand the pause like a fundamental thing for everything that is alive. The night is a pause, the winter is a pause, and even death is a pause. Where there is no pause, the life will be degraded. For a world where it works 24h per day seems not enough, where environment and earth beg for a pause, where we ourselves can’t stand anymore the lack of time, take a rest begins to be a necessity of this planet”.

Luana Schreiner

Dia Mundial da Água e Lagos que Morrem

Notícia Jornalismo Participativo – Conteúdo Gerado pelo Usuário (enviado para VC no G1 da Globo.com) Por Luana Schreiner

E foi no Dia Mundial da Água, em 22 de Março, um encontro/debate entre o Prefeito de Viamão, Alex Boscaini e a ISCA-Instituto Saberes e Cuidados Ambientais no Lago Tarumã em Viamão. A iniciativa serviu para chamar atenção para a morte do Lago, que está tomado de algas devido aos afluentes de esgotos que ali são despejados oriundos de todo centro da cidade.

A Prefeitura montou uma tenda e convidou alunos de uma escola municipal para assistir o debate. Devido aos 30 minutos de atraso para início do evento, os alunos se levantaram e foram embora. Perguntados porque não esperariam pela chegada do prefeito, responderam: –“Estamos com sede, está quente, a bancada dos políticos ganhou garrafinhas de água, e a nós, pouco mais de 40 estudantes, nada foi oferecido”. Gritou um anônimo.

Na bancada aguardavam pelo prefeito, o Presidente da Assembléia Municipal de Porto Alegre, Fernando Záchia, o Presidente de uma ONG de Viamão, Delmar Sitoni, o Secretario de Meio Ambiente de Viamão, Rogério Francisco Cardoso e a promotora da cidade, Anelise Grehs. Todos com discursos afinados e congruentes, todos prontos a apresentar um mesmo ponto de vista: conhecemos o problema do Lago, prometemos que vamos salvá-lo!

Foram distribuídas cartilhas da ISCA sobre como cuidar bem da água, haviam postêres, com mapa da bacia hidrográfica do Gravataí, e nomes de projetos já lançados e a serem lançados pela ISCA , Prefeitura de Viamão e Assembléia Municipal de Porto Alegre.

Haviam moradores do entorno do Lago fazendo protesto com cartazes e reclamando do esgoto, das algas nas águas, do mato e lixo, das ruas esburacadas e empoeiradas, da falta de lixeiras, segurança e do risco de dengue devido a altissíma incidência de mosquitos em todo bairro Tarumã, pois a sujeira e poluição do Lago eliminaram a correnteza e o fluxo de água da nascente até o corrego afluente do rio Gravataí. Ou seja, os moradores manifestavam sua contradição pelo abandono do lago por parte das autoridades públicas.

O evento foi polêmico e incongruente pelos seguintes motivos: 1º) dois (02) dias antes, os moradores se reuniram e contrataram uma patrola e compraram caçambas de saibro para patrolar ruas no entorno do lago, principalmente aquela em que o evento se realizava. Seria impossível a Prefeitura ter montado a tenda sobre buracos imensos e em grande quantidade que havia no local, pois até mesmo o palanque da bancada de políticos ficaria instável, sem apoio reto. Foi uma feliz coincidência para Prefeitura. Pois ninguém sabia do evento. Não foi divulgado pela imprensa da cidade; 2º) O evento era para comemorar o dia da água e falar em defesa da mesma, chamar atenção para o Lago Tarumã, só que o pano de fundo era o lago praticamente morto, que por lei, é uma reserva biológica municipal, totalmente negligenciada pelo DMLU a anos; 3º) a 100 metros à direita e à 300 metros a frente do palanque, passavam dois valões de esgoto não canalizados, mesmo com o recurso federal de R$ 10 milhões provenientes do Governo Federal pelo PAC recebidos para o saneamento básico do município; 4º) Os políticos não deram abertura para diálogo com os manifestantes porque tinham a certeza e convicção que a mídia publicaria o evento positivamente. De fato, os jornais da cidade, no dia seguinte, parabenizaram a Prefeitura pelo excelente evento e pela preocupação com o Lago. Observem as fotos e comprovem a dissensão da iniciativa pública, ou melhor, a cara de pau mesmo.

Depoimento de um dos participantes:

http://vhecologia.blogspot.com/2005/12/meio-ambiente-e-sustentabilidade-um.html

Notícia sobre o evento:

http://www.jornalcorreiorural.com.br/

Divulgação do início do saneamento básico nos arredores do Lago tarumã

http://www.viamao.rs.gov.br/obras03.htm

Na sequência, as fotos do evento, onde mostra a platéia à frente do Lago Tarumã – Morto – , coberto por densa camada de algas, tendo um valão de esgoto á céu aberto logo atrás da última fileira de cadeiras. Os manisfestantes, moradores locais, pedindo a limpeza da água. E os políticos discursando na bancada.

Planificação da Comunicação

pessoas-lendo.jpg maos.jpg Especialistas em estudos organizacionais vêm há muito defendendo o conceito de comunicação integrada: onde se reunem as áreas da comunicação mercadológica, (exemplo, que são o marketing e a propaganda, que vai da empresa/instituição para o público em forma de propaganda e ou publicidade); a comunicação interna (exemplo, a comunicação entre setores dentro de uma empresa, em contexto fechado) e a comunicação institucional (exemplo, onde entram as atividades específicas de relações públicas, de assessoria de imprensa, responsabilidade social e promoção cultural, que vai da empresa/instituição para o público em forma de notícia).

Parece que vai ser difícil no futuro separar jornalismo, publicidade, relações públicas, comunicação digital. São ingredientes inevitávelmente fundíveis em uma relação de pertinência e harmonia e que já acontecem efetivamente nos EUA e Europa. As possibilidades de isso se tornar real no Brasil são evidentes porque muitas das atuais agências têm associado a empresas multinacionais, que transitam em todas as áreas da comunicação ao mesmo tempo. Já foram firmados acordos operacionais entre as brasileiras CDN (Companhia da Notícia) e a Fleishman-Hillard e, entre a brasileira In-Press e a norte americana Porter Novelli. Tanto a Fleishman-Hillard como a Porter Novelli pertencem ao mesmo grupo, o norte americano Omnicom, que tem ainda em nosso país um terceiro braço de relações públicas: a Ketchum, que firmou parceria com a agência Estratégia. A Omnicom também é parceira das agências de propaganda DM9DDB e Almap BBDO.

Antes desse boom da planificação comunicacional ocorrer na Amárica Latina, é preciso que o decorrer do processo no Brasil se dê dentro de uma conjuntura saudável, clara e lúcida. Explico melhor: é preciso dar um fim na confusão com os termos da comunicação, tanto quanto ao significado, e, principlamente quanto às atribuições. Poderosos e mega bem sucedidos empresários do país ainda teimam em não entender por exemplo, que o trabalho do assessor é com o espaço editorial e não com o publicitário. Aliás essa é a maior confusão de todas: Relações Públicas x Assessoria de Imprensa. Explico: o ofício das relações públicas abrange buscar a compreensão mútua entre a instituição e seus públicos, conciliar interesses, estabelecer a integração e o diálogo. O assessor de imprensa é um agente gerador de notícias, reportagens, entrevistas e até artigos. A Assessoria é uma instituição produtora ostensiva dos conteúdos da atualidade, fatos, falas, saberes, produtos e serviços com atributos de notícia. São as fontes da notícia. Monique Augras (1978), ajuda nos lembrando que as relações públicas funcionam como um “conjunto das técnicas concernentes às comunicações de uma empresa com os grupos aos quais não pode opor-se ou misturar-se, a fim de manter boas relações com os diversos setores da opinião pública.”

A planificação, a integração prolífica da comunicação vai ser mais bem construída no Brasil se nossos empresários, executivos, políticos, etc, desmistificarem o papel de cada agente da comunicação. “É muito comum executivos ainda acreditarem que pagar um assessor de imprensa é o mesmo que pagar por matérias sempre positivas na mídia. Acham que o bom relacionamento com repórteres e editores basta para que o assessor abra espaços para a instituição, não se pode haver garantias de que o cliente verá na mídia somente o que gostaria, no espaço de sejado e com abordagem elogiosa”. Maristela Mafei, 2007.

Não adianta. Todos, ao conquistarem o espaço da notícia, realizam ações institucionais, socializando discursos particulares. Fazem inevitavelmente propaganda.

Matéria em construção, aguarde por mais.

Por Luana Schreiner

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