O que é o que é?

O que é Yoga?

Existem muitos significados e definicões para a palavra Yoga.

A raíz vêm da palavra sânscrita yur, que significa “unir”, mas o significado do sistema nascido ha mais de 5.000 anos na India, e que comporta filosofia, ciencias e práticas físicas é bem mais amplo e profundo. Escolhi algumas definicões, das mais antigas, extraídas dos textos clássicos, as contemporâneas, adaptadas por mestres e estudioso da nossa época. Tudo da minha caderneta de anotacões imprescindíveis, é claro.

Muitas interpretações diferentes foram dadas para a palavra Yoga no decorrer dos séculos. Uma dessas definições é “juntar”, “unir”. Outro significado para a palavra Yoga é “amarrar as cordas da mente” (…) esse aspecto do Yoga tem a ver com nossas ações. Portanto, Yoga também significa agir de forma que toda nossa atenção esteja direcionada para a atividade em que estamos engajados no momento (…) O Yoga tenta criar um estado no qual estamos sempre presentes – realmente presentes- em toda ação, em todo momento.” T.K.V. Desikachar, The Heart of Yoga (p. 5 e 6).

“Ao Yoga se chama equilíbrio (samatva)” Bhagavad-Gita (2.48)

“Outro significado do Yoga é o de alcançar o que era antes inalcançavel” T.K.V. Desikachar, The Heart of Yoga (p. 5)

“Diz-se do Yoga que é a unificação da teia das dualidades”. Yoga-Bija (84)

“Yoga é ser um com o Divino” T.K.V. Desikachar, The Heart of Yoga (p. 7)

“Yoga é a habilidade nas ações” Bhagavad-Gita (2,50)

“Diz-se do Yoga que é a unidade da respiração, da mente e dos sentidos, e o abandono de todos os estados de existência” Maitri-Upanishad (6,25)

“O Yoga é conhecido como a dissociação da associação com o sofrimento” Bhagavad-Gita (6,23)

“O Yoga, segundo se diz, é o controle”  Brahmananda-Purana (2.3.10.115)

“Diz-se do Yoga que é a unidade de expiração e inspiração, de sangue e semen, bem como a união do Sol com a Lua, da alma vivente individual com o supremo Si Mesmo”. Yoga -Shikha- Upanishad (1.68-69)

“Isto chamam eles de Yoga: a firme contenção dos sentidos”  Katha-Upanishad (6.11)

“Yoga é um dos seis sistemas fundamentais do pensamento indiano coletivamente como darsana; os outros cinco darsanas são nyaya, vaisesika, samkhya, mimamsa e vedanta”.  T.K.V. Desikachar, The Heart of Yoga (p.5)

“Yoga é a disciplina unitiva pela qual se busca a liberdade eterna”.  George Feurstein, Uma Visão Profunda do Yoga (p.87)

Em Busca de Mim entre o Om e o Yoga

Fazem anos que me dedico a pensar sobre o Yoga e fazer crescer a vida permeada a textos e asanas. O amigo fiel leitor pode perguntar, “mas por que justamente o Yoga?” Por que uma disciplina tao exotica e distante em termos de tempo e espaco, de cultura e símbolos? Nao seria mais lógico optar pela antropologia, a psiquiatria ou a neurobiologia, ja que o objetivo é compreender o ser humano, ou a mim mesma? Então por que o Yoga?

Recomendo aqui um livro que sempre cito quando me fazem essa interrogacão. Com todo entusiasmo indico  Om, Meditacoes Criativas, Ed. Record Nova Era, do filósofo e escritor americano Alan Watts, que além de ter sido, creio eu,  um ícone da geracao hippie, foi professor de teologia na Harvard e um dos pensadores a iniciar o diálogo Oriente-Ocidente.

No livro esta escrito que “é necessário chegar ao Om”, foi essa frase que me marcou profundamente quando  o li, e mesmo sem saber explicar literalmente o que era o Om, intuitivamente achei que seria um  motivo nobre para dedicar minha vida. Levou-me um certo tempo encontrar a conexao entre o Om e o yoga, e sei que preciso de muitos anos de meditacao para compreender o significado profundo do Om. Nas escrituras, esse mantra sagrado é chamado Shabda Brahman, “Corpo Sonoro de Brahman”. Brahman é a Pura ConsciÊncia, presente em tudo e em todos, que se manifesta por meio das leis naturais, e que sustenta a criacao atraves do dharma: o principio da ordem universal.

A afirmacao “é preciso chegar no Om”, é a espinha dorsal do Yoga. Para o yogi, Om é o início, o meio e o fim no crescimento interior. Om e

é a liberdade, a plenitude e a felicidade que todos buscamos distraidamente do lado de fora, sem perceber que nos mesmos já somos isso. E necessário apenas descobrir essa liberdade em nós. A liberdade, chamada moskha em sânscrito, é o objetivo final de todas as formas do Yoga. O conhecimento é o veículo para acessarmos essa liberdade.

A Bússula sou Eu

Sabemos que o Yoga vive uma real popularidade e sem precedentes. Como explicar isso, sendo que existe ha milênios e nasceu na India? Considerando a regente crise de valores, esta pergunta se justifica plenamente.  Por que autoconhecimento logo agora que a humanidade parece ter mergulhado no elogio da auto-ignorancia? Enfrentamos guerras, violência, corrupcao, desastres ecológicos e éticos. Privilegia-se o ter em detrimento do ser, persegue-se o sucesso sacrificando a felicidade e aquilo que o filósofo grego Artistóteles chamou a “boa vida”. Nessa situacao, nao temos tempo para dedicar a nós mesmos; muito menos para aliviar a penúria dos irmãos. Que papel tem o Yoga nesse cenário? Dar uma visão construtiva, mais significativa e profunda sobre a existência humana. Com muita intensidade rumo a nossa consciência.

Há cientistas que afirmam que aquilo que chamamos de Atman, ou Ser, seria apenas uma serie de processos bioquimicos dentro do cérebro, e que tudo o que sentimos e pensamos seria somente uma tormenta de neurônios no sistema nervoso central. Esse tipo de explicacao sobre as grandes interrogantes da vida não satisfaz todos. Alguns intuem que deve haver alguma outra proposta de vida, mais simples, significativa e feliz. Podem ter se decepcionado com as explicacoes propostas por religiões, ciência ou humanismo laico. E assim se interessam pelo Yoga. Foi o caso do meu pai, por exemplo. Mais tarde, com minha mãe.

Essa gente sente atracão pela liberdade e o crescimento interior, baseados em práticas como compaixão, atentividade, vida de contemplacão, amor e capacidade de viver no agora, no presente. Creio assim.

Embora o Yoga tenha nascido na India, e crescido sob a égide da cultura védica, seu apelo é universal, tão atual agora como foi ha milênios.

Não obstante, esse enorme leque de possibilidades tem dado lugar ao surgimento de interpretacões superficiais, equivocadas e caricatas das práticas yogikas, desconectadas do propósito original.

O Yoga é como a mãe natureza, generosa e disposta  a nutrir quem precisar. Todavia, ele so nos dara seus frutos a medida em que nos entregarmos a ele. se buscarmos no Yoga apenas uma prática física, certamente conseguiremos estar em forma praticando. Mas estaremos perdendo a melhor parte: a autodescoberta, a liberdade e a plenitude. Se estivermos dispostos a realizar esses passos, chegaremos na meta. Portanto, lembre-se de Alan Watts: é preciso chegar no Om!

Namastê!

Um Grand Cru vale mais, em preço e prazer oferecido, que um best seller?

vinho.jpg Por Luana Schreiner

Não bebo álcool. Digo isso. Mas diante de um vinho integral, de uma safra especialmente privilegiada por mais de 10 fatores em benefício da sorte. Então eu bebo 02 taças em comemoração e gratidão à natureza e ao vinhateiro amoroso, vinífero de alma.

De duas em duas taças, observei muitos vinhos nos últimos 10 anos. E li muito mais que bebi. Realmente tenho sede de literatura enóloga. Ler e viajar mundo afora. Anotei e agora compartilho as anotações da caderneta.

Fatores que determinam o sabor de um vinho:

o clone é a vida, se as videiras tem 5 ou 50 anos de idade; em que espécie de solo se desenvolveram; a inclinação e a direção em que o vinhedo se situa; como as videiras são podadas; se são pulverizadas com produtos químicos; quais são as condições atmosféricas; quando as uvas são colhidas; o tipo de prensa usada; se a fermentação ocorre com leveduras naturais ou comerciais e a que temperatura; se o vinho é bombeado ou flui em função da gravidade; se o vinho é envelhecido em carvalho e que espécie e por quanto tempo; se é filtrado antes de engarrafado - todos fatores contribuem para impressão no copo. E também, quanto mais pressa, mais uva e mais vinho, pior é a qualidade.

Fórmula da americanização no vinhedo:

reduzir a quantidade de folhas de parra (effeuillage) para que mais sol incida nas uvas; reduzir a produção mediante “colheita verde”, ou corte de cachos quando as uvas ainda estão verdes para que a produção seja menor e todo sabor se concentre nas uvas remanescentes; vindimar o mais tarde possível, deixar as uvas pendentes até que estejam supermaduras, garantindo álcool e corpo substanciais e taninos doces; a cor vem do contato com a casca da uva, deixando que o frio macere pelo maior tempo possível; “amaciar” o vinho no início de sua vida com fermentação MALOLÁTICA na barrica, depois fazer o menos possível, nada de transfegar, afinar ou filtrar antes do engarrafamento. Mantê-lo natural.

Um artigo no Wine Business Monthly advertiu que, no intuito de fazer vinhos “troféus”, vitoriosos em degustações às cegas, os enólogos criaram um novo estilo de vinho de elevado teor de álcool, os “vinhos sociais”, cansativos para beber e que não complementam a comida. O ideal para acompanhar a comida é de no máximo 12,5% de nível médio de álcool.

Dê uma olhada no site do Robert Parker, {The Wine Advocate}, o crítico americano considerado o possuidor de um dos melhores e mais rápidos olfatos do mundo. E olhe os sites da concorrência, Wine Spectator, The International Wine Cellar, Harpers Wine, Spirit Weekly, Decanter, The Vine e Wine Business Monthly.

Mas, sabe, um crítico leva só 30 segundos para degustar alguma coisa. Acho que essa é a média do Parker. Trinta segundos! É ridículo, realmente. É assim que se produz o chamado gosto global. Mas tudo o que se pode fazer é trabalhar e produzir. O resto é … psicologia.” (Nicolo Incisa della Rochetta, da vinícula Sassicaia no Piemonte)

Técnicas de Violação de Vinhos:

não só para controle de danos na adega, mas também para afinar o produto final. Pode-se usar um “disque sabor” (framboesa para fruta tropical, apesar da framboeseira ser do hemisfério Norte), leveduras para fermentação, adicionar tanino, pigmentos, ácidos e chips (lascas) de carvalho (mais baratas que barricas novas de carvalho) e empregar tratamentos que eram muito mais chegados à ciência da era espacial do que ao velho e humilde vinhateiro. Veja o site da Enologix, empresa que criou um software de elaboração de vinhos na Califórnia, do coletor cerebral Leo McCloskey. Máquinas de reversão de osmose e outras concentrações podem remover o excesso de álcool resultantes das uvas supermaduras. A micro-oxigenação, na qual minúsculas bolhas de oxigênio são introduzidas na tina de um barril para substituir os sedimentos, pode fixar a cor e acelerar a evolução do vinho de modo que os críticos possam avaliar o vinho mais cedo.

Depois de tanta técnica, recomendo a sensibilidade. Leia “O Connaisseur Acidental” de Lawrence Osborne, tradução Adalgisa Campos da Silva, editora Intrínseca, 2004. Esse livro é demais de bom. É um Premier grand cru classé.

Lamento dizer que atualmente todos os perfumes têm o mesmo cheiro. Igual a Calvin Klein. São todos doces, florais ou cítricos. A fórmula mais inócua naturalmente sempre vai agradar ao maior número de pessoas”. (Osborne)

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O livro aborda os temas: A esquerda – O orgânico; Robert Mondavi; Elaboração tecnológica de vinhos; Escritores de vinhos; O futuro terroir da Califórnia; Metáforas duvidosa; Émile Peynaud; Solo de Languedoc; Relação importador – produtor; A pressa do mundo; O mel do Marrocos; Vinhos infantis – Vinhos modernos; História do surgimento do Barolo; História do surgimento do Sassicaia; Gambero Rosso – Guia; Livros, filmes, vários são sugeridos; a Decadência da Toscana; Mondo Antinori e sua terra Tignanello.

E o livro fala intimamente sobre as vinícola, seus vinhos e proprietários: V. Sterling; Tulocay; Chalone; Mount Eden; Ridge; Bonny Doon; Iris du Gayon; Saint-Jean de Bebian; Mas de Daumas Gassae; Mas de Cal Demoura; La Geynale; Châteauneuf-du-Pape; Dolcetta d’Alba; Azienda Fratelli Brovia; Cámia; Carema; Podere Pruneto; Podere Terreno; Castello di Volpaia; Coltibuona; Falesco; La Palazzola.

” Tignanello é, na verdade, uma cidade-fantasma. Foi abandonada por seus camponeses e depois convertida pela empresa Antinori numa espécie de spa turístico rural orientado para o vinho. É um fenômeno comum atualmente. Veja Napa na Califórnia….” (Osborne)

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30 anos sem Nabokov? Não, Nabokov é eterno

machenka.jpg “Imagine só, há uma semana só vejo neve, tudo aqui é branco é frio. O clima é gélido, desagradável e deprimente. E de repente como um passarinho vem à minha cabeça o pensamento de que em algum lugar muito muito distante há pessoas que levam uma vida completamente diferente. Que não estão estagnando como eu nesta fazendola perdida no meio do mato. Não, aqui é realmente chato demais. Me escreve alguma coisa. Qualquer besteirinha.”

Quem diz é Machenka, personagem oculta, adorada e odiada por Ganin, assim como é a Rússia para ele. A pátria sem força política, que não luta pela democracia. De um povo constituído por uma ralé indistinta. Rússia amaldiçoada mas também guardiã das melhores descrições de felicidade no livro Machenka” de 1926, o primeiro romance de Vladimir Nabokov, o russo nascido em São Petersburgo em 1899. Também autor de inúmeros livros, “Lolita” 1956, talvez o mais afamado. Vladimir Nabokov morou em Cambridge, Berlim, Paris, emigrou para os Estados Unidos e morreu em 1977 em Montreux, Suiça.

Em “Machenka” Nabokov expõe toda sua espontaneidade e ímpeto na força súbita e entusiasmada dos 27 anos. Onde já impressiona com o estilo próprio da criação de personagens independentes , fortes e nada convencionais. O livro chama atenção pela inteligência do autor. No prefácio, ele cria uma defesa de sua obra, em uma conversa aberta com escritores de críticas literárias. “Conquanto algum idiota possa afirmar que uma banana tem inegável forma fálica, aconselho os membros da delegação vienense a que não percam seu precioso tempo analisando o sonho de Klara no final do capítulo 4 deste livro.”

Como todas as pessoas que são muito diferentes e destoam da massa são geralmente odiadas ou excluídas. O autor continuou advogado de si mesmo na defesa do seu texto:

“Os professores de literatura têm o hábito de fazer perguntas do tipo: “Qual era o propósito do autor?”, ou ainda pior: “O que é que esse sujeito está tentando dizer?”. Ora, acontece que sou um desses autores que, ao iniciar um livro, não têm outro propósito senão o de livrar-se dele o mais rápido possível e que, ao serem chamados a explicar-lhe a origem e desenvolvimento, se vêem obrigados a recorrer a fórmulas cediças do gênero ‘interação entre a inspiração e a combinação’ – o que admito, é o mesmo que um mágico explicar um truque executando outro”. Falou o professor Nabokov no posfácio em defesa da obra Lolita 1956.

O melhor da literatura de Nabokov é o seu estilo, as aventuras não são o mais impressionante. Assim como há livros que nos ensinam muito, transmitem uma mensagem e imprimem uma experiência. Há livros que simplesmente nos mostram o quanto as idéias podem ser muito bem organizadas, e como é mágica a talentosa dinâmica de usar as palavras para descrever os sujeitos, contar uma estória. É assim em “Machenka“. Muito estiloso, desde já, genial.

Por Luana Schreiner

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foto que ilustra a capa do livro Collected Stories da editora Penguin Modern Classic

Assistencialismo Social em Odontologia

A Odontologia Social é vista como uma Odontologia de menor qualidade, a concepção da prática caritativa e assistencialista da Odontologia é a de baixa acuidade em infra estrutura e planejamento profissiononal. Porque a desigualdade social pode começar pela boca.

A dentista Caroline D. Girardi que faz assistencialismo com e para os Irmãos Maristas todas as quartas-feiras em um ônibus consultório em aldeias indígenas, vilas de Viamão, Alvorada, Cachoeirinha e Gravataí.

 

Entrevista filmada e decupada na íntegra com a Dentista Caroline D. Girardi de Viamão RS:

1) É verdade que dentista adora arrancar dentes? Não, é mito.

2) Você têm colegas de trabalho que foram contratados por empresas privadas para atendimento dos funcionários? Sim, alguns poucos. Isso é ainda uma novidade no RS.

3) Você têm colegas que doam parte de seu tempo de trabalho para atendimento gratuíto à população de baixa renda nos seus próprios consultórios (utilizando seu equipamento, sua própria estrutura geral)? Não, somente em consultórios criados para finalidade de assistencialismo social.

4) Por volta de 30 milhões de brasileiros já não possuem nenhum dente, e isso é um fator que afeta diretamente a qualidade de vida e principalmente de trabalho, ocasionando problemas com empregados e empregadores do país. No seu curso universitário foi articulada as preocupações existentes com a saúde do trabalhador, entendidas como um auxiliar na produtividade do país? Me formei a 03 anos e meio na Universidade Paulista em São Paulo, e essa articulação foi muito superficial. Não tive disciplinas que recorriam a este tema.
5) A Odontologia do Trabalho é uma parte da Medicina do Trabalho aplicada à área estomatologica (área de atuação do cirurgião dentista). Odontologia do Trabalho não significará ônus para os empresários, visto que seu foco NÃO é assistencialismo. A incorporação da Odontologia do Trabalho nas empresas traz vantagens a que grupos socias?

Para as empresas, em primeiro lugar, o trabalhador tem diminuição de faltas ao trabalho, aumento da produtividade, diminuição dos problemas médico-odontológicos, queda nos registros de acidentes de trabalho, possibilidade de programar os atendimentos odontológicos e de abater as consultas no imposto de renda.
- Para os trabalhadores, possibilidade de acesso, melhoria da qualidade bucal, elevação do potencial de produtividade e aumento da motivação.
- Ao cirurgião dentista é uma nova área de trabalho, pois a Odontologia do Trabalho passa a assumir sua função na responsabilidade social representando um nicho de mercado para outras especialidades.
- Para o governo proporciona a diminuição da procura no serviço público de saúde, o aumento da possibilidade de atender outras categorias e,
- para a Previdência, a diminuição de afastamentos por doença ou acidentes de trabalho reduzindo o número de benefícios.

6) Existem fatores culturais que você identifica que prejudicam o assistencialismo odontológico?
As empresas devem promover o habito da prevenção aos seus servidores evitando os desconfortos e também as saídas de emergência que não estavam agendadas no cronograma de trabalho que certamente afetarão a produtividade. O problema maior ainda é justamente a questão cultural da população em não consultar o cirurgião dentista regularmente e então se deparar com dores que se prolongam por muito tempo proporcionando noites mal dormidas, alimentação prejudicada, irritabilidade, redução na produtividade, promoção de acidentes, desarmonia entre colegas, enfim uma desmotivação geral.
7) A população, quando procura espontaneamente por um tratamento odontológico se depara com valores exorbitantes. E o que fazem?
Procuram clínicas populares que prometem qualidade por menor preço e o resultado nós já sabemos… Um caos! Mesmo as empresas que oferecem plano de assistência odontológica paga pelo empregado, só terão um bom retorno caso tenham obrigatoriedade de realizar os exames periódicos.

 

 
 
 

Perfil de Coordenador


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A coletiva dos alunos de Redação Jornalística II, da Professora Thaís Furtado, dispôs de 60 minutos de conversa com o jornalista Edelberto Behs. Que teve sua calma abalizada pelos alunos ao ser interrompido diversas vezes pela batucada carnavalesca de formandos, comemorando nos corredores em frente à sala. Pensou em levantar e pedir silêncio, deu impulsos na cadeira, mas foi mais democrático e esperou o silêncio porvir.

O marido de Anelise e pai de Mateus (28) e Michel (22) é assim, de aparência calma e personalidade agitada. Para todos assuntos há opinião e comentário, ele não é indiferente, e expõe sua força de maneira sútil e letífica. Talvez seja porque ele se sente à vontade e creio que até mesmo venturoso em identificação com a Companhia de Jesus desde 2003, quando foi admitido Coordenador do Curso de Jornalismo da Unisinos em São Leopoldo, cidade em que está radicado.

A cidade natal é Estrela, na Serra Gaúcha, onde nasceu em 1949, predestinado à carreira ecumênica. Aprendeu latim e alemão no colégio. Estudou Teologia no Morro do Espelho, a Escola Superior Luterana de São Leopoldo. E foi jornalista no Jornal Evangélico, onde surgiu a oportunidade de cobrir a 8º Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas em Harare, no Zimbábue. Foi nessa investida africana que conheceu Nelson Mandela, que esteve presente no encontro religioso para agradecer a ajuda financeira prestada pela Igreja aos negros durante o apartheid. A figura humana de Behs se encantou com a dança de Mandela ao som do Coral de crianças negras, e nesse momento, todos os esforços para defender a Igreja das acusações de patrocínio aos guerrilheiros foi recompensada em um real deslumbramento solidário.

Entre perguntas passadistas, “as dúvidas dos estudantes de hoje são piores, porque há mais opções hoje em dia”; desabafando desafios, Behs articula toda responsabilidade de ser coordenador universitário. E lembra da dificuldade de ser aluno, de como é duro ter que trabalhar e estudar, do quanto a vida virou simultânea e urgente. “Meu pior momento talvez tenha sido quando cursava meu Mestrado em História e trabalhava como Diretor da faculdade do Colégio Bom Jesus em Joenvile. Entendo os alunos, e vejo como as bolsas fazem falta e como atrapalha a crise financeira que a Unisinos vêm passando”.

Objeções, obstáculos, intricações, nada provoca nostalgia dos vôos, na época de piloto de aeronaves civis. Sobrevoando a cena, Edelberto cultiva e realiza o sonho de adolescente de querer mudar o mundo e preocupar-se socialmente. Inspirando-se no profeta Amós e os textos fabulosos das vacas de basã, encontra sentido no trabalho acadêmico, e conta com dias de maturidade para a ciência comunicacional.

* (foto captada no site Portal3/Arquivo)

Mapa no GoogleMaps para encontrar o Coordenador.

O Túnel segundo o Padre

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O Padre, ou melhor, Pároco da Igreja Nossa Senhora da Conceição, Rogério Luís Flôres, me recebeu em uma tarde de segunda-feira animado e curioso a respeito do motivo da entrevista. Cheguei pontualmente no horário marcado, mesmo assim, ele estava ansioso. Pedi para contar um pouco da sua vida escolástica, onde nasceu, onde estudou, onde gostou mais de ter trabalhado. Enfim, até que ponto sua história de vida transpassava a história daquela Igreja. O padre nasceu em Montenegro, em 1964; estudou no tradicional Seminário São José em Gravataí e recebeu ordenação Episcopal em 1991; lecionou em catequeses de inúmeras cidades do país até retornar ao Rio Grande do Sul ao ser promovido Pároco em Viamão após estudos no Seminário Maior de Viamão. “Me sinto intimamente ligado a Igreja Nossa Senhora da Conceição, pois estudo e gosto da história do Brasil, e Viamão é ponto de esclarecimento de fatos da colonização açoriana e da história militar e de luta do povo sul brasileiro”, diz Flôres.

Quando perguntei da veracidade do túnel, ele soltou um “Haa, foi por isso que você marcou essa entrevista então, deixa eu te mostrar o túnel”. Saimos da sacristia, passamos pela nave central, subimos no altar, passamos pela mesa e atrás de um arranjo imenso de flores de plástico, ali estava. Uma porta de madeira estreita e baixa. O padre abriu e dava para uma escada de pedras. Subiu um ar de adega subterrânea, cheiro de cave, água e terra. Descendo a escada continuava um corredor estreito. Ali estava o túnel. Com 3 metros de comprimento, paredes tombadas, e a partir do seu terceiro metro tudo desabado: teto, paredes, chão; nada mais existia dali em diante. Só a memória e escombros de um túnel, provavelmente construído por escravos de fazendeiros em uma data perdida no tempo. Com a finalidade de proteger moradores das tropas de Bento Gonçalves e Onofre Pirestro. E proteger-se dos inúmeros revolucionários que ocuparam a cidade quando Legalistas e Farrapos lutaram em Viamão. Mas o padre disse que não possui documentos comprovando que aquele local desabado seja realmente um túnel, e nunca conversou sobre o túnel com outros religiosos que por ali trabalharam anteriormente. A Igreja foi visitada por historiadores mas nunca por arqueológos. Em 1938 foi tombada pelo serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, mas nos documentos, que o padre Flôres me mostrou com todo cuidado, não consta nenhuma observação sobre o possível túnel. Creio que ainda não ocorreu uma motivação para pesquisa da origem dos escombros. A história começa a partir do acesso à documentação de época e depende da conservação dos documentos oficiais e registros informais do povo.

Vídeo apresentação:

IGREJA MATRIZ NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO
Segunda mais antiga do Estado, sua construção iniciou em 1767, tendo sido celebrada sua primeira missa em 1770. A construção de estilo barroco assemelha-se a uma fortificação, reflexo do período de disputas na fronteira entre os territórios português e espanhol na América do Sul. O projeto é do Brigadeiro José Custódio de Sá e Faria, mesmo projetista das catedrais de Buenos Aires e Montevidéu. Na relação de bens integrados se destacam os altares e imagens esculpidas em madeira.

{O Paroco Flôres me aconselhou a frequentar as missas da Igreja Católica. Durante a semana as missas ocorrem às 18:30h, nos Sábados às 18:00h e Domingos às 09:00h e 18:30h. A entrevista foi desautorizada de fotos, filmagens e gravação de áudio.}

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O Túnel segundo as freiras

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O relato demorado e paciênciosos da irmã Zóile Cecília Herrmann nos faz notar que o colégio Stella Maris pertencente à Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria têm muita história, tanto de seus personagens, como suas construções. Muito foi perguntado e respondido até se chegar a questão , ao maior objetivo da entrevista. Porque a pergunta era delicada, beirando a fantasia ou mito. Mas afinal perguntei: que diaxo de túnel é esse, que tem quase 500 anos de construção e que liga a Igreja Matriz ao Colégio. Isso é verdade? Alguém já pediu para averiguar, IPHAN, Prefeitura, arqueológos, museológos, Patrimônio Público/Cultural Municipal??

A simpática irmã começou a rir, e disse que ela nada sabia a respeito do túnel; o trabalho árduo e constante com a educação e evangelização com crianças não a permitia tempo e curiosidade sobre o mito do túnel, que há muitos anos o objetivo das irmãs é a caridade constante e o pensamento em Deus. A irmã explica que o Colégio foi fundado em 1938, muitos anos depois da Revolução Farroupilha e da construção da Igreja Matriz. Mas não soube esclarecer qual prédio/casa havia ali no terreno do colégio antes da fundação. E de quem era a propriedade. As terras do colégio foram doadas em parte pela Prefeitura e por moradores. E também, há o fator ‘reformas’. O colégio e o pátio do colégio passaram por muitas obras, sofreram um incêndio, aumentos, trocas de piso, em quase todas gestões de diretoria. O prédio original, de 1938, foi demolido em 1965. E as pessoas que poderiam me auxiliar nessa dúvida a respeito do túnel já estavam mortas há muitos anos. Que pena! A irmã Zóile não acredita no mito do túnel e diz que não pretende estimular essa curiosidade subterrânea. Talvez seja por isso que não permitiu a gravação da entrevista e de imagens internas do colégio.

Pauta

Entrevista de 4000 mil caracteres com links de hipermídia e hipertexto com a irmã católica, Madre Superiora Zóile Cecília Herrmann em Viamão, sobre o mito do túnel que liga à Igreja Matriz ao Colégio Estela Maris, onde ela é diretora. Há boatos que o túnel foi construído durante a Revolução Farroupilha, que justamente terminou na cidade de Viamão, onde os revolucionários utilizaram a Igreja e o colégio como abrigo e refúgio. Entre outras perguntas sobre a origem do colégio, a razão do nome, a formação intelectual das irmãs, as etapas de formação religiosa individual da madre diretora. Essas informações em um post.

No próximo post, entrevista com o paroco Dr. Pedro Carlos Cipolini da Igreja Matrix Nossa Senhora da Conceição sobre o túnel ou que tenha restado dele depois de quase 500 anos de construção. Sobre a curiosidade do povo sobre o túnel ou interesse da imprensa.

   
 
 
   
 
 
 
 
   

Exercício de potencialidade hipertextual

URL: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u341157.shtml

30/10/2007 – 16h26

Governo amplia financiamento com recurso do FGTS para classe média

ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) decidiu flexibilizar as regras e liberar o financiamento com recursos dos fundos para os trabalhadores que ganham mais de R$ 4.900 e possuam conta vinculada. Essa regra terá início em janeiro de 2008 e, além disso, o limite do valor do imóvel para os cotistas foi ampliado para R$ 350 mil, sendo que o empréstimo pode chegar a R$ 245 mil.

O objetivo da decisão, tomada hoje em reunião do conselho, é beneficiar parte dos titulares dessas contas vinculadas que antes não eram atendidos por outros financiamentos com recursos do FGTS, voltados para habitação popular. Os limites anteriores eram renda de até R$ 4.900 e valor máximo do imóvel de R$ 130 mil.

Nessa nova linha, o conselho disponibilizou R$ 1 bilhão para o ano que vem, com taxa de juros de 8,66% ao ano e prazo de pagamento em até 360 meses (30 anos), prazo máximo dos empréstimos feitos por meio da Caixa Econômica Federal.

Para ter acesso a esse financiamento, o trabalhador deve ter contribuído no mínimo três anos sob o regime do FGTS e saldo na conta vinculada de no mínimo 10% do valor de avaliação do imóvel. Como nos demais financiamentos, esse trabalhador não pode ser proprietário de imóvel residencial no município que reside e nem deter financiamento no SFH (Sistema Financeiro de Habitação) em qualquer cidade do país. Nos Estados Unidos, este tipo de financiamento beneficiou milhares a conquistar imóvel próprio.

Neste ano, o conselho já havia decidido conceder um desconto de meio ponto percentual na taxa de juros para os cotistas que comprassem um imóvel com recursos do FGTS. A medida, que também terá início em janeiro, não será aplicada à nova faixa de empréstimo criada hoje.

Nas demais linhas de financiamento, que incluem também os trabalhadores que não possuem conta junto ao FGTS, as faixas de financiamento permanecem as mesmas. O limite aprovado para a habitação popular no orçamento de 2008 é de R$ 5,4 bilhões. Não só o governo está facilitando a habitação de baixo custo, mas o BID e o Itaú entram na mesma proposta.

O orçamento total do FGTS em 2008 será de R$ 11,64 bilhões, contra os R$ 11,2 bilhões aprovados para este ano. Por conta desta previsão orçamentária, Sindicatos e governo irão tentar aumentar a remuneração do FGTS.

Juros mais baixos

A taxa de juros com recursos do FGTS são menores do que aquelas do SFH, que têm como fonte de recursos os depósitos em poupança. Nesses empréstimos, os juros podem chegar a 12% ao ano mais a TR (taxa referencial).

O conselho curador tomou a decisão de flexibilizar as regras em um momento em que o fundo tem um saldo elevado. Hoje, se todos os trabalhadores zerarem suas contas, o superávit será superior a R$ 20 bilhões. A consequência foi o crescimento de 137% do crédito imobiliário e atinge recorde no mês de Setembro.

O saldo elevado motivou o governo a criar neste ano o FI-FGTS (Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Esse fundo terá ao menos R$ 5 bilhões do patrimônio líquido do FGTS que será aplicado em obras de infra-estrutura. Está previsto ainda que em cerca de dois anos os trabalhadores possam aplicar até 10% do saldo de sua conta vinculada nesse fundo.

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